Um jornalista é um kinder bueno

Há uma certa analogia que se pode fazer entre uma criança e um profissional de Relações Públicas. Ora pensem comigo, qual é a melhor forma de fazer uma criança feliz? Dar-lhe um doce. E os doces estão para as crianças, como os jornalistas estão para as Relações Públicas.

É fundamental existir uma boa relação entre os jornalistas e os profissionais de RP. Senão vejam, de que outra forma iríamos conseguir com que se publicasse aquela notícia importante sobre o nosso cliente? São eles que nos facilitam a vida, de outra forma passaríamos os dias a tentar entrar em contacto com a direção dos jornais para suplicar por espaço de publicação no jornal Χ.

Voltando às crianças, elas são, de facto, o melhor do mundo. Tal como os jornalistas. Eles são o nosso contacto direto e, sem dúvida, um dos mais importantes para a divulgação de grande parte do nosso trabalho. Basta uma mensagem no Whatsapp ou um email com um press kit e temos a nossa vida facilitada. É por isso que se torna tão fundamental estabelecer boas relações com eles, caso contrário eles podem até nem querer saber daquilo que temos para lhes mostrar. Um jornalista recebe centenas e centenas de mensagens com notícias e a nossa função é assegurarmo-nos de que a nossa não é apenas mais uma.

Há umas semanas tive a oportunidade de ir à agência LPM e houve a possibilidade de falar com uma das responsáveis pela assessoria de imprensa da agência. Disse-me ela que contacta com dezenas de jornalistas por dia. Só aqui podem imaginar a importância que eles têm. Ela alertou-me para o facto de a assessoria de imprensa ser fundamental. Tal como já disse, os jornalistas estão constantemente a receber emails e mensagens e é muito importante que tenhamos a certeza de que o nosso email não acaba numa caixa de spam ou na lixeira. Para isso é necessário que haja alguém que se responsabilize por assegurar a comunicação com os jornalistas e que se foque maioritariamente nesse aspeto, bem como monitorizar depois se aquilo que é publicado corresponde à realidade pretendida. Todo este frenezim diário não é fácil e eu tive a certeza disso no momento em que esta mulher se sai com uma frase que eu não me esquecerei, ao dizer que “é por isto que todos nós de Relações Públicas temos um bocadinho de pancada”.

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Fotografia retirada do Facebook da agência LPM

Mas voltando agora ao que me levou a intitular o post desta semana, afinal porque raio é que os jornalistas são um kinder bueno? É simples. Centremo-nos mais uma vez nas crianças. Dar-lhes um chocolate é o mesmo que dar um jornalista a um RP. O chocolate traz-lhes felicidade e satisfaz os desejos gulosos das crianças, tal como os jornalistas nos fazem a nós felizes e satisfazem as nossas necessidades. Mas porquê especificamente um kinder bueno? Porque este chocolate é repartido em vários bocadinhos com um recheio delicioso por dentro e isto permite saborear cada pedaço. Como é repartido, acaba por fazer com que não comamos tudo de uma vez. E lá está, é como o que acontece com os jornalistas. Um jornalista, no seu todo, é um kinder bueno, de onde nós retiramos um pedaço e aproveitamos ao máximo o que esse pedaço nos possa oferecer a nós e ao nosso cliente. O recheio desse pedaço é a notícia que será publicada, que certamente será positiva, uma vez que a assessoria de imprensa é bem assegurada. Depois os restantes pedaços guardam-se para posteriores necessidades que viremos a ter.

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Esta é, na verdade, uma relação um pouco interesseira da nossa parte. Só comemos um pedaço desse chocolate quando precisamos, é um facto, mas também é verdade que o jornalista só tem a ganhar com esta relação. Porque, na verdade, se um jornalista é um kinder bueno para um Relações Públicas, então nós seremos um gift card daqueles bem chorudos para eles. Nós oferecemos-lhes esse cartão e eles podem usá-lo da forma que quiserem, sendo que este tem sempre um prazo de utilização. A diferença é que temos que nos assegurar que esse gift card é aplicado da forma que mais nos agrade. E isso é tarefa dura, pois não é à toa que dizem que temos pancada…


Catarina Freire

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